sábado, 23 de novembro de 2019

Entregou a menina pra morte’, diz enfermeira sobre avó de Micaelly

Micaelly morreu após ter sido espancada na zona leste de São Paulo.

Um áudio obtido pela Record TV e divulgado no programa Balanço Geral dá novos indícios da possível responsabilidade da avó de Micaelly, de três anos, morta após ser espancada, no crime cometido contra a garota. No conteúdo, uma das enfermeiras do hospital onde a criança estava internada diz que a avó “entregou a menina pra morte”.

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Segundo o conselheiro tutelar responsável pelo caso, a avó da menina já havia sido avisada de que não deveria deixá-la com a mãe, de 20 anos, e o padrasto, de 30.

Não identificada no áudio, a enfermeira fez acusações sobre a avó da vítima, que, segundo ela, “sabia de tudo, foi orientada de tudo”.

“A ‘véia’ saiu xingando, desgraça, não sei o quê… A ‘véia’ não presta, a ‘véia’ não vale nada”, afirmou ela, que no áudio disse ter liberado a alta de Micaelly: “A menininha saiu daqui dando tchau pra mim, ‘parça’. Eu não paro de chorar, de lembrar, eu estou muito mal.”

Além da mãe e do padrasto, investigados pelo homicídio de Micaelly, a avó também é investigada por uma possível omissão, já que entregou a garota aos cuidados da mãe apesar de já estar com a guarda provisória por seis meses da neta.

O caso

Não é a primeira vez que a pequena Micaelly é levada para o hospital após sofrer maus-tratos. A criança foi internada no último dia 5 de novembro no Tide Setúbal. No mesmo dia, a assistente social do hospital compareceu ao 22º Distrito Policial, após a equipe médica ter detectado lesões pelo corpo da menina.

A Polícia Civil contatou a mãe da criança, Isadora Pereira de Souza, que alegou aos policiais que a garota passou mal, uma vez que apresentou febre e mal-estar.

A Vara de Infância e da Juventude entendeu que Micaelly poderia estar sendo vítima de maus-tratos pela mãe e pelo padrasto. Dessa maneira, antes de a menina receber alta, a guarda da jovem foi passada para a avó materna. Isadora e a mãe compareceram a audiência de transferência da guarda de Micaelly, que foi dada pelo período de seis meses. A avó ainda assinou um termo em que afirmava que tinha ciência dos procedimentos a serem adotados.

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