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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Bombeiros confirmam 2ª morte após queda de edifício no Ceará


Agentes do Corpo de Bombeiros do Ceará tentam escutar algum chamado de socorro vindo dos escombros do prédio residencial de sete andares que desabou durante a manhã em Fortaleza — Foto: João DiJorge/Photopress/Estadão Conteúdo

As buscas por desaparecidos continuavam na manhã desta quarta-feira (16) na área de escombros do Edifício Andrea, que desabou nesta terça no Bairro Dionísio Torres, área nobre de Fortaleza.
Até 7h45 desta quarta, duas mortes haviam sido confirmadas. Nove vítimas foram resgatadas com vida até a noite de terça, segundo o Corpo de Bombeiros. Nesta manhã, a corporação atualizou de oito para nove o total de pessoas desaparecidas.
O governo do Ceará e a prefeitura de Fortaleza informaram, por meio de nota, que o resgate às vítimas do desabamento se mantém ininterrupto desde o início dos trabalhos.
Segundo a prefeitura, a construção foi feita de forma irregular e não há registros oficiais do prédio. Até 1995, havia uma casa no lugar do Edifício Andrea. O primeiro imóvel foi erguido na década de 1970. O Conselho Regional de Engenharia do Ceará (Crea-CE) informou não ter o nome de um engenheiro responsável pela obra.
Durante a madrugada desta quarta-feira, os bombeiros iniciaram a retirada dos entulhos. Caminhões foram usados para o transporte dos escombros. Os bombeiros estimam que os trabalhos de buscas pelos desaparecidos podem durar até três dias.
Pedestres se feriram
Pedestres que passavam pelo local no momento do desabamento do prédio tiveram ferimentos e foram encaminhados a clínicas próximas ao prédio.
“Eu estava em casa. […] Ouvi um barulho forte, como se fosse uma batida de caminhão, coisa do tipo. Em seguida ouvi um barulho desencadeado. Eu disse: ‘Não! Caiu alguma coisa, desabou alguma coisa’. Olhei pela janela e vi poeira muito forte e gente correndo”, disse Mário Ferreira, morador da região.
Segundo o vigilante Vando Pereira, que estava em frente ao local, os destroços do prédio ficaram espalhados por toda a rua. Houve correria na hora do desabamento.
“Conseguimos sair correndo, eu estava sentado. É muito tranquilo aqui. Minha rotina é sempre muito tranquila, pois tem mais é idoso no prédio. Eu vi só os estragos caindo tudo, pois estava mesmo debaixo. Foi muito rápido. Rápido demais. Não sei nem como estou aqui”, disse o vigilante.
Entre os feridos está o estudante de arquitetura Davi Sampaio, que enviou uma selfie aos familiares enquanto estava preso sob os escombros do prédio que desabou em Fortaleza na terça-feira (15). A imagem foi enviada a um grupo da família do estudante no WhatsApp. Morador do primeiro andar, Davi foi a oitava pessoa resgatada com vida.

G1

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