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sábado, 24 de agosto de 2019

IDENTIFICADOS AGENTES DA CGD QUE DEIXARAM PM BALEADO DURANTE OPERAÇÃO DESASTROSA


A CGD tem viaturas ostensivas, mas usou carros descaracterizados na operação
Já estão identificados os dois agentes da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) que participaram diretamente da operação desastrosa em que um policial militar, suspeito de praticar crime de extorsão, foi gravemente ferido a tiros, na noite da última terça-feira (20), em Fortaleza. Os dois são policiais civis lotados na Delegacia de Assuntos Internos (DAI).

Com exclusividade, o CN7.com.br teve acesso aos autos da prisão em flagrante que a DAI lavrou contra o cabo da PM José Thiago Dias Vasconcelos, destacado na 1ª Companhia do 15º BPM (Eusébio), mesmo ele estando internado em estado grave após ter sido baleado nas costas durante a abordagem na Avenida Coronel Matos Dourado (Perimetral), no bairro Antônio Bezerra (Zona Oeste). O fato ocorreu por volta de 20 horas.

Em depoimento prestado ao delegado Raul Téssius Soares, plantonista na CGD, o inspetor de Polícia Civil, José Gomes Figueiredo Neto, revelou ter sido o autor do tiro que atingiu o PM. Em detalhes, ele relatou o ocorrido, sendo ouvido na condição de condutor no auto de prisão em flagrante do militar baleado.

Figueiredo confirmou ter sido destacado pela delegada titular da DAI, Adriana Câmara, para “conduzir” uma investigação com o objetivo de interceptar os autores de uma extorsão que vinha sendo praticada contra um cidadão (identidade preservada). A vítima estaria sido pressionada por policiais a pagar uma propina de R$ 100 mil para não ser presa. Após o registro de um Boletim de Ocorrência na própria CGD, a vítima continuou sendo ameaçada para pagar a extorsão.

Abordagem e tiro

Na noite da última terça-feira (20), foi montada a “operação” para prender os autores da extorsão. Os policiais da CGD estavam a bordo de um carro descaracterizado, um Ford Ka de placas POW-7128, locado pela Polícia Civil e acautelado para uso da DAI.

A abordagem aconteceu quando o inspetor Figueiredo e um escrivão identificado por Leonardo escoltavam a vítima da extorsão que estava em outro veículo. Na tentativa de prender o PM, no momento em que este estava abordando a vítima em plena avenida, o inspetor acabou baleado o PM. Segundo ele, “o elemento com arma em punho, se virou na direção dele e do escrivão Leonardo, ocasião em que efetuou um único disparo no referido, diante do risco iminente de vida que corria junto com o escrivão”.

Imagens de um vídeo da abordagem, que circula nas redes sociais, desde esta quinta-feira, desmontam a versão apresentada pelos agentes da CGD.

Em seu relato, o policial civil revelou também que, além dele e do escrivão Leonardo, havia mais policiais na operação. Havia uma viatura Hilux caracterizada da DAI e agentes da Coordenadoria de Inteligência Policial (CIP), comandados pelo coronel PM Kildare, que também estavam em dois carros descaracterizados. Outros dois inspetores da Polícia Civil lotados na CGD que também participaram da operação foram identificados por Paulo e Daniel

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