domingo, 12 de maio de 2019

Até que ponto vale a pena a busca pela alta performance?

O finalzinho de 2015 é a data que considero como oficial na minha passagem de “sedentário eterno efeito sanfona” para corredor amador. Nesse período vi diversos amigos desistirem e ficarem pelo caminho. Por outro lado vi e vejo muitos outros evoluindo e partindo para a fase da busca pela performance, etapa que estou vivenciando nesse momento. Em meio aos novos objetivos e o caminho traçado pra chegar lá, me vejo em um cenário que me levou a uma reflexão que certamente muitos já fizeram ou fazem. “Ate que ponto isso vale a pena se não sou profissional?”

Evoluir tem um preço alto, mas não inalcançável. É preciso lembrar que como amadores temos nossas profissões que já consomem tempo, corpo e mente. Praticamente todos os horários livres destinamos à família, treinos, descanso pra treinar de novo, alimentação e suplementação. Não sei vocês, mas eu sou do tipo que se comer qualquer besteira extra dieta, já engorda rapidinho. Aquela cervejinha com churrasco no final de semana nem se fala. Resumo da ópera, alimentação e vida social bem regrados. Ou é assim, ou a tal performance não vem. Ah, e como consequência dessas restrições, muitos amigos acabam se afastando já que você não pode mais estar presente em todas as festinhas. É outro ônus que a gente convive. E não vou nem falar nas dores que vez por outra aparecem pelo corpo.

Parece ruim né? É não. Nem tudo é sofrimento. A sensação de alcançar suas metas é indescritível e já paga tudo isso. A endorfina te move de uma forma que só quem corre sabe. Isso de querer mais e mais é fascinante. O preço é alto, mas respondendo a pergunta lá do início, vale a pena e como vale. Não me resta dúvida que a corrida me tornou melhor. E não é clichê, é fato. Trouxe saúde, novos amigos, me fez mais centrado, disciplinado, solidário e sociável. E de quebra me permite conhecer lugares maravilhosos.

Do ponto de vista profissional, os técnicos tranquilizam os corredores e garantem, se tudo for feito de forma adequada e seguindo as orientações corretas, de fato os riscos de quaisquer problemas se reduzem ao extremo. E para eles, essas situações são até mais desafiadoras. Gostam os alunos e gostam os treinadores.

“Quando me deparo com um atleta amador buscando uma maior performance tenho preocupações distintas. Uma é o lado bom, pois este atleta certamente deseja um serviço de mais qualidade e estará mais comprometido com o treinamento. Como treinador, são nestas situações que conseguimos mais mostrar nosso diferencial, onde os detalhes do treinamento fazem total diferença. Por outro lado esta busca, em algumas situações, geram frustrações. A performance sempre vem acompanhada por metas, objetivos e se estes não forem muito bem definidos deixa o atleta frustrado. Procuro sempre planejar objetivos menores antes do alvo principal e mostrar que cada pessoa e situações tem seu tempo”, destaca Cid Barbosa, triatleta, professor de educação física e treinador da CB Sports.

Do ponto de vista físico, Cid também ressalta que não há porque temer desde que, frisa novamente, tudo seja feito com supervisão de um profissional devidamente habilitado. “Para melhorar a performance, precisamos gerar estímulos que este atleta ainda não experimentou. Neste nível a linha entre o que desejamos atingir e a lesão é bem próxima e o atleta certamente estará mais exposto a lesões e desequilíbrios hormonais. Como falei antes, o que diferencia um treinador de outro são as qualidades destes detalhes. Saber caminhar neste mundo é um deles e ter a sensibilidade de dosar a intensidade e o volume ideal faz toda a diferença”, finaliza o treinador.

Bom, eu sou suspeito pra falar, mas se você tem essa curiosidade, procure seu técnico e venha pra esse mundo. De qualquer forma, se você não é, nem quer ser tão aficcionado, continue correndo simplesmente por correr, apenas como esporte de leve, mas corra. Se puder apostar, digo que vai te fazer bem.

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