domingo, 21 de abril de 2019

Testemunha de crime é morta na Grande Natal após sua mãe ser surrada


Ele estava atualmente no regime semiaberto, usando tornozeleira eletrônica

 Uma das testemunhas na investigação sobre a morte do empresário Ademar Miranda Neto foi executada na madrugada desta sexta-feira (19) em casa, após sua mãe ser espancada pelos assassinos. Luan Anderson Olinto da Silva, 24 anos, estava jantando na residência da sua família, na Rua Barbados, bairro de Nova esperança, em Parnamirim, quando dois homens armados chegaram ao local.

Ao ver a dupla, ele correu e se trancou em um quarto na casa. Do lado de fora, os dois homens começaram a torturar a mãe dele e avisaram que, se a porta não fosse aberta, ela morreria ali. Era por volta das 20h30. Luan atendeu à exigência. Ao abrir a porta, foi executado com vários tiros dentro do quarto onde tentou se salvar, na frente de pelo menos oito pessoas.

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Ele estava atualmente no regime semiaberto, usando tornozeleira eletrônica. Havia saído do presídio de Alcaçuz, onde cumpria pena por roubo, há três meses. A mãe da vítima teve de ser levada a uma unidade de saúde. Ela teve três costelas quebradas.

De acordo com a polícia, Luan teria dado informações durante a investigação da morte do empresário Ademar Miranda. Essa é uma das linhas de investigação acerca do crime.

Ademar Miranda foi morto dia 7 de junho de 2016, na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Ponta Negra, Zona Sul de Natal. Ele estava no carro quando dois suspeitos, numa moto, pararam perto e atiraram.

A investigação revelou que a viúva do empresário, Martha Renatta Borsatto, era a autora intelectual do crime. Para executar o empresário ela contou com a ajuda de Antônio Ribeiro Neto, seu namorado. Dia 12 de abril, após julgamento, Martha Borsatto foi condenada a 20 anos de prisão. Seu namorado foi punido com 14 anos, pela coautoria do crime.

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