segunda-feira, 1 de abril de 2019

Menina do RN de apenas 7 anos está na fila como prioridade para transplante de coração sem autorização


O Rio Grande do Norte protagoniza mais uma vez no tema doação/ transplante de órgão. A paciente que tem sua identidade preservado é chamada de “Brunninha” pela equipe que assiste a paciente na fila como prioridade zero da doação de órgãos.

De acordo com o médico e diretor da Associação dos Amigos do Coração da Criança(Amico), Brunninha está entubada, inconsciente e só existem duas maneiras de salvar sua vida: a primeira é ter uma doação de órgão compatível com o seu; e a outra é conseguir um aparelho que custa R$ 400 mil para mantê-la em estado grave na UTI do hospital até que o doar apresente um coração compatível para ela.

Em desabafo na rede social Instagram, o médico alertou para o que chama de burocracia. Segundo ele, hoje é primordial que os encaminhamentos jurídicos e administrativos sejam feitos pelo Poder Público que já foi notificado no fim de semana da gravidade da saúde da menina.

Uma das alternativas listadas pelo médico é tentar o transplante aqui mesmo – feito por médicos experientes – no hospital privado que ainda não possui a certificação nacional. Para isso, foi acionada a bancada federal (deputados e senadores); além dos chefes do Poder Executivo; Legislativo e Judiciário estaduais e municipais a fim de que implementem uma maneira de aprovar essa certificação ao hospital.

Outro processo tramita na Justiça Federal, caso não ocorra a possibilidade de aprovação de forma urgente para cirurgia aqui em Natal, a paciente só poderá ser transportada por UTI aérea de outro estado vizinho, já que o Rio Grande do Norte não possuiu a unidade específica para pacientes em estado grave como o de Brunninha.

Um outro esforço agora é que o Estado garanta o equipamento para que a paciente continue tentando sobreviver através de respiração e funções renais monitoradas por aparelhos.

Em 2017, o Rio Grande do Norte entrou na luta pela doação de órgãos para o pequeno Nicholas que após o transplante feito com acompanhamento da equipe dos médicos potiguares, hoje tem uma vida saudável.

A bandeira pela doação de órgãos é tema de constantes campanhas educativas no Estado. Mesmo assim, dados apontam que mais da metade das famílias de potenciais doadores de órgãos no Rio Grande do Norte se recusa a liberar a doação. A quantidade está acima da média nacional, que já é alta. Enquanto que o índice nacional é de 43% de recusa familiar, no RN é de 52%.

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