quarta-feira, 24 de abril de 2019

Justiça decide se pedreiro acusado de matar Iasmin vai a júri popular


No dia em que completa um ano da data em que a adolescente Iasmin Lorena, 12 anos, foi encontrada morta enterrada em uma casa em construção na Zona Norte de Natal, a Justiça do Rio Grande do Norte realiza audiência com o principal acusado do crime e decide se haverá júri popular do caso.
Nesta quarta-feira (24), o pedreiro Marcondes Gomes da Silva, 45 anos, será ouvido em audiência de instrução na 2ª Vara Criminal do Fórum Miguel Seabra Fagundes, no bairro de Lagoa Nova, Zona Sul da capital. Ele está preso na Penitenciária Estadual de Parnamirim, Região Metropolitana.
O caso provocou muita comoção em Natal nos meses de março e abril de 2018. A estudante desapareceu dia 28 de março do ano passado. A mãe dela, Ingrid Araújo, relatou à polícia na época que a filha saiu de casa, na Comunidade da África, no bairro da Redinha, para entregar um dinheiro à uma vizinha por orientação da mãe e não voltou mais.
A família então começou a fazer atos de protesto cobrando mais investigação sobre o desaparecimento de Iasmin. Familiares e amigos chegaram a fechar uma parte do acesso à Ponte Newton Navarro mais de uma vez.
Após buscas e investigação da Polícia Civil, com o apoio da Polícia Militar, o corpo da garota foi encontrado enterrado dentro de um canteiro de obras, em uma casa em construção a poucos metros do lugar onde a adolescente morava com a mãe. O cão farejador da PM, D´Black, ajudou a localizar o corpo de Iasmin escondido no terreno. A partir deste dia, a Polícia Civil divulgou que estava em busca do principal suspeito, Marcondes Gomes da Silva, pedreiro e vizinho da vítima.
Um dos detalhes que mais chocou a população foi que Marcondes era uma das pessoas que cobrava justiça pelo desaparecimento da garota, chegando até a dar entrevista lamentando o fato e também a participar dos protestos. Na noite em que o corpo da garota foi encontrado, a população invadiu a casa do pedreiro.
Durante o interrogatório, a Polícia Civil confirmou o histórico de acusação de abuso sexual de criança e adolescente. “Ele confirmou uma acusação de abuso do passado, ele foi acusado de tocar nos seios de uma menina da mesma idade de Iasmin, mas esse fato não chegou ao conhecimento da polícia”, destacou a titular da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (DCA) na época, Dulcinéia Costa.
Após quase dois meses da localização, o corpo da menina Iasmin foi sepultado pela família no dia do aniversário da mãe dela, Ingrid Araújo. A liberação do corpo aguardava a confirmação do exame de DNA. A adolescente não teve a chance de realizar o sonho de ser médica quando crescesse como dizia à família.

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