quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Mãe ajuda marido a estuprar filhas que engravidaram e foram obrigadas a abortar


Ao ser presa, mulher disse que era ameaçada pelo marido, que está foragido: ‘se falar para alguém mato você e suas filhas’. Vítimas têm 19 e 17 anos e relataram que sofreram abusos diários por ano.
Uma mãe foi presa em São João da Baliza, no interior de Roraima, suspeita de permitir que o marido estuprasse repetidas vezes as duas filhas dela, de 19 e 17 anos. As vítimas ficaram grávidas e foram obrigadas pelo padrasto a abortar, o que também teria acontecido com o aval da mãe.
A prisão preventiva aconteceu na segunda-feira (4) e as informações do caso foram divulgadas pela Polícia Civil nessa terça (5). O marido está foragido. A identidade dele e da mãe são mantidas em sigilo para preservar as vítimas.
Em depoimento à Polícia Civil, as irmãs relataram todo o sofrimento ao qual eram submetidas, afirmando que os abusos eram diários e violentos.
A jovem de 19 anos contou que era abusada desde os 11 anos, que engravidou três vezes e o padrasto lhe dava remédios e chás abortivos.
Ela disse também que que muitas vezes se submetia aos abusos para proteger sua irmã de 17 anos, pois a adolescente também era forçada a manter relações sexuais com o padrasto. A garota também engravidou e abortou da mesma forma que a irmã.
“O acusado chegou ao ponto de mandar que a mãe das vítimas saísse do quarto, para manter relações sexuais com suas filhas”, relatou o delegado Fernando da Cruz, responsável pelas investigações do caso.
Por conta dos abusos, as irmãs fugiram juntas para a capital Boa Vista, foram localizadas e encaminhadas à Delegacia de Defesa da Mulher (Deam), onde são acompanhadas e recebem atendimento especializado.
O caso começou a ser investigado pela delegacia de São João da Baliza no começo deste ano após a Polícia Militar receber a denúncia de que as garotas eram, há anos, estupradas pelo padrasto, e que tudo ocorria com o consentimento da mãe.
Mãe relatou ser ameaçada
Após ser presa pelos crimes de estupro, estupro de vulneráveis, ameaça combinado com a Lei Maria da Penha e aborto provocado por terceiros sem o consentimento da vítima a mãe também depôs.
Durante o interrogatório ela ratificou tudo o que foi dito pelas filhas e alegou que permitia que a violência sexual fosse praticada porque era ameaçada pelo marido.
“Se falar pra alguém mato você e suas filhas”, disse a mãe, se referindo às ameaças que teria sofrido para permitir os estupros.
Ela também disse que saia do quarto a mando do marido para que ele abusasse das vítimas e permanecia na sala de casa aguardando para voltar a dormir no quarto com o agressor.
A mãe foi conduzida à Cadeia Pública Feminina, em Boa Vista.
Suspeito foragido
De acordo com a polícia, após tomar conhecimento da denúncia das vítimas o padrasto fugiu de São João da Baliza e continuava foragido até essa quarta (5).
Qualquer pessoa que conhecê-lo pode informar seu paradeiro de forma anônima à Polícia Civil através do Disque Denúncia, no número 181.

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