terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Ministro diz que Bolsonaro sofreu novas ameaças e defende cautela em posse



O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Sérgio Etchegoyen, disse nesta 2ª feira (3.dez.2018) que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, sofreu novas ameaças de morte. E recomendou cautela no dia da posse, em 1º de janeiro de 2019.
“Posso te falar até 15 dias atrás. Houve, houve novas ameaças [contra Bolsonaro]“, afirmou Etchegoyen em entrevista à imprensa após cerimônia dos 80 anos do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), no Palácio do Planalto.
Para o ministro, o atentado sofrido pelo militar em 6 de setembro e as “agressões frequentes nas mídias sociais” reforçam a necessidade. “Certamente, segurança do presidente eleito e da nova administração, exigirá cuidados mais tensos”, disse, ao fazer uma comparação ao aparato que tem hoje o presidente Michel Temer.
Sobre o uso de carro aberto na posse, Etchegoyen disse que “a segurança sempre assessora, mas a decisão é do presidente [eleito]“. “Eu presidiria tudo por cautela”, afirmou.
As declarações do ministro foram feitas após a solenidade em comemoração aos 80 anos do GSI, no Palácio do Planalto. No evento, Michel Temer elogiou a atuação de Etchegoyen e disse que o ministro não apenas lhe passava informações de segurança nacional e inteligência, mas opinava em outras áreas, por ser “1 intelectual”.
O QUE SE SABE SOBRE A POSSE DE BOLSONARO A posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, está marcada para as 15h do dia 1º de janeiro. Para a cerimônia no Congresso Nacional, serão distribuídos 2 mil convites. Para a recepção no Itamaraty, são previstos outros 1.000 convidados.
Na lista, estão autoridades de 1º escalão do governo, militares de alta patente, chefes de Estado, diplomatas, congressistas e governadores eleitos ou reeleitos de estados. A expectativa é de que 60 delegações estrangeiras prestigiem a posse.
De acordo com o grupo de trabalho para a posse no Congresso, a vontade de Bolsonaro é desfilar com a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro no tradicional Rolls Royce “para estar mais perto do povo”, mas, por questões de segurança, ele tem sido desencorajado.
No entanto, a decisão caberá ao próprio presidente eleito e poderá ser tomada até o dia da posse. Além da questão de segurança, o período de chuvas brasiliense pode atrapalhar o desfile em carro aberto.
Pelo roteiro desenhado para a posse até agora, o futuro vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, e sua mulher, Paula Mourão, também farão em carro conversível o percurso entre a Catedral e o Congresso onde, na primeira parte da cerimônia, serão empossados e, depois, do Congresso ao Palácio do Planalto. Só a última etapa, do Planalto ao Itamaraty, deverá ser feita em veículo fechado.
Entre as últimas definições, divulgadas em 16 de novembro, também está previsto 1 coquetel de recepção no Itamaraty, e não 1 banquete. Foi retirada da programação a cerimônia multirreligiosa, proposta inicialmente por assessores de Bolsonaro.
(com informações da Agência Brasil)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

PM de Assú recupera celular, relógio, moto e prende mulher suspeita de assalto em Pataxó

Uma mulher foi presa após ser apontada como suspeita de ter realizado um assalto na comunidade de Pataxó, zona rural de Ipanguaçu, na comp...