quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Jornalistas contam suas histórias e a da imprensa pernambucana


Como era o fazer jornalístico nos anos 40, 50 e 60, década em que a imprensa pernambucana começou a viver um processo de modernização que a colocou, em termos editoriais e gráficos, no mesmo patamar da grande mídia nacional? Qual foi o impacto da ditadura militar sobre o modo de produção dos jornais, uma vez que se instituiu a censura e vários jornalistas foram presos, alguns até torturados?

Essas são algumas das perguntas que o livro Palavra de jornalista – As entrevistas do projeto Memória Viva da Imprensa de Pernambuco procura responder.  Para isso, reúne entrevistas com 21 profissionais de destacada trajetória na esfera jornalística, tanto pela importância dos cargos e funções que exerceram/exercem como pela projeção sociocultural alcançada.

Organizado por Evaldo Costa e Gílson Oliveira, o livro, com 471 páginas e mais de 150 fotografias,  compõe  um amplo e diversificado painel sobre a história recente do estado e do país. O lançamento será às 19h do dia 21 de setembro (próxima sexta-feira), na Feira Nordestina do Livro (Fenelivro), Centro de Convenções de Pernambuco.   

Os entrevistados são: Raimundo Carrero, Geraldo Freire, Francisco José, Ronildo Maia Leite, Carlos Garcia, Aldo Paes Barreto, Fernando Menezes, Zezito Maciel, Lenivaldo Aragão, Homero Fonseca, Vera Ferraz, Ricardo Leitão, Ivan Maurício, José do Patrocínio, Abdias Moura, Aluízio Falcão, Olbiano Silveira, Ivanildo Sampaio, Eduardo Ferreira, Divane Carvalho e Alexandrino Rocha.

“Atualmente, fala-se mais de fakes news do que de Jornalismo. Como sairemos disso? Ninguém parece saber. Mas, um excelente começo é conhecer e valorizar o legado destes 21 que têm a palavra no livro, mestres reconhecidos pelo domínio da técnica e pelos exemplos de coragem e retidão que produziram”, diz Evaldo Costa.

Abordando o livro sob outro ângulo, Gílson Oliveira assinala que “ele não incursiona apenas por ‘páginas infelizes de nossa história’. Também focaliza aspectos leves, engraçados e folclóricos do dia a dia da Imprensa, a exemplo dos erros de revisão, que provocaram muitos problemas e até demissão de profissionais”.

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